Portela: bateria, casal e harmonia foram destaques



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Depois de conseguir boas colocações nos últimos dois carnavais, voltando a desfilar no Sábado das Campeãs, a Portela deve ficar, este ano, fora do grupo das seis melhores colocadas. Além de ter apresentado um dos piores conjuntos de fantasias e alegorias deste Carnaval, a azul-e-branco ainda enfrentou alguns problemas.
A entrada da águia, símbolo da escola, na Avenida foi um dos poucos momentos que levou os torcedores que estavam no setor 1 das arquibancadas a aplaudir a Portela. A águia, que estava "escondida" numa nave espacial só foi revelada quando foram acionados os mecanismos eletrônicos. Mas, para que a ave aparecesse, o carro emitia um som ensurdecedor, que acabaram causando desconforto aos tímpanos dos espectadores, que também foram incomodados com os fortes canhões de iluminação.
A comissão de frente, comandada pelo estreante Henrique Talmah, também teve problemas. Contratado pela escola na última semana de dezembro, quando as demais comissões já estavam em plena preparação, o coreógrafo teve pouco tempo para trabalhar o grupo. Mas o maior obstáculo enfrentado não foi com a coreografia. As fantasias rasgaram, parte da iluminação das roupas não funcionou, e o elemento cênico (um robô-computador) ficou pronto pouco antes do desfile. Com isso, o grupo mal teve condições de ensaiar com o cenário.
Os destaques do desfile da azul-e-branco, que levou para a Sapucaí o fraco enredo sobre inclusão digital e os benefícios da tecnologia, foram Rogerinho e Lucinha, casal de mestre-sala e porta-bandeira; a bateria do competente Nilo Sérgio; e o desempenho dos componentes que cantaram com garra um dos mais fracos sambas do ano. A escola também não cometeu falhas em evolução, segmento comandado por Marcelo Jacob e Alex Fab, que, aliás, ainda não renovaram seus contratos para o próximo Carnaval.